Por: Samira Menezes –

 

Se a lenda diz que no final de todo arco-íris existe um tesouro, para a nutrição as cores dos alimentos garantem saúde de ouro. Numa refeição, quanto maior a variedade de cores naturais você reúne no prato – com alimentos frescos vindos da terra –, mais variedades de vitaminas e antioxidantes você pode garantir, pois cada cor esconde uma propriedade diferente. Daí o motivo por que especialistas de nutrição insistem tanto para que as pessoas montem um arco-íris no prato.

A verdade é que as cores dos alimentos não estão ali por acaso, elas representam vitaminas e antioxidantes específicos, que ajudam de alguma maneira determinado órgão ou mecanismo do corpo. Por isso, as cores dos vegetais e das frutas são vistas como guardiãs da saúde, que atuam contra a ação dos radicais livres, fortalecem o sistema de defesa, favorecem a flora intestinal e previnem doenças, como câncer, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardíacos.

“Pessoas que consomem generosas quantidades de diversas frutas e vegetais reduzem os riscos de desenvolver essas doenças, porque as cores dos alimentos indicam a presença de vitaminas e antioxidantes que protegem a saúde como um todo”, confirma a professora Julie Garden-Robinson, especialista em nutrição e segurança alimentar da Universidade de Dakota do Norte, nos Estados Unidos. E é tanta saúde que os benefícios podem ser vistos até por fora, pois por trás daquele tom laranja da cenoura ou do amarelo da manga, estão escondidas substâncias capazes de deixar a pele mais bonita, o cabelo mais sedoso e até o humor melhor.

No arco-íris nutricional, existem seis grupos de alimentos divididos em amarelo, verde, marrom, vermelho, branco e roxo. Enquanto o amarelo e o alaranjado indicam a presença de betacaroteno e vitamina C, que fortalecem o sistema imune, os alimentos avermelhados, como tomate, são ricos em licopeno – um antioxidante que previne certos tipos de câncer, como o de próstata. Mas, mesmo com tanta variedade de alimentos e de cores, na pressa do dia a dia nem sempre as pessoas enriquecem suas refeições com alimentos naturalmente coloridos. Lembre-se: suco de fruta em pó é colorido artificialmente, assim como iogurtes, balas, sorvetes, biscoitos e outros alimentos industrializados que contêm corantes artificiais – esses nem um pouco saudáveis.

Tão ruim quanto os corantes artificiais são as refeições monocromáticas. “Foi de uma endocrinologista, há mais de 20 anos, que ouvi pela primeira vez que pratos predominantemente beges eram um convite ao mau funcionamento do organismo e um convite à obesidade”, conta a educadora e culinarista crudívora Juliana Malhardes, do blog Culinária Viva. “No alimento vivo, descobri que quanto maior a variedade de vegetais e cores, mais saudável é uma dieta. Isso tira a pessoa daquela ideia de que ‘isso é bom para aquilo’ e ensina que é a diversidade de cores e elementos que promove a saúde como um todo”.

É justamente a falta de cor das refeições um dos grandes problemas de hoje, como aponta o médico nutrólogo Dr. Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, em São Paulo. “Grande parte da população tem refeições com o predomínio do bege. Se consumidos constantemente, esses pratos pálidos aceleram o envelhecimento e predispõem o organismo a doenças”, lembra o médico.

 
Generosas quantidades de frutas e vegetais oferecem vitaminas e antioxidantes que protegem a saúde.

Na dieta do arco-íris, as cores dos alimentos servem para equilibrar os centros energéticos do corpo.
 

Leia na íntegra esta reportagem na Revista dos Vegetarianos edição 87

 

 

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